Bronquite


A Bronquite Crônica é uma condição clínica caracterizada por excesso de secreção mucosa na árvore brônquica, levando a sintomas de tosse crônica ou de repetição junto com expectoração, pelo menos em 3 meses do ano, e em dois anos sucessivos.


Juntamente com outra doença pulmonar, o enfisema, a bronquite crônica caracteriza a chamada Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (ou DPOC).

Isto porque estas duas doenças, embora por diferentes mecanismos, têm como principais fatores etiológico o hábito de fumar cigarros e a poluição ambiental, levando a uma síndrome pulmonar que se caracteriza por obstrução crônica das vias aéreas inferiores.

Após as manifestações clínicas, o paciente com DPOC (bronquite crônica ou enfisema) passa a apresentar uma piora progressiva e irreversível das funções pulmonares pois, para evitar sua progressão, o diagnóstico teria que ser feito antes dos sintomas clínicos aparecerem.

As doenças pulmonares obstrutivas crônicas são consideradas hoje como um problema de Saúde Pública. Assim, estima-se que cerca de 10 milhões de norte-americanos tenham DPOC sendo que, destes, 7,5 milhões seriam portadores de bronquite crônica e 2,5 milhões sofreriam de enfisema.

No Brasil, esta doença atinge um grande número de pessoas, de ambos os sexos, principalmente a partir dos 40 anos de idade.

Principal Causa

Sem sombra de dúvida o hábito de fumar desempenha um papel importantíssimo no desenvolvimento tanto da bronquite crônica quanto do enfisema.

Só para termos uma idéia, hoje já se sabe que a incidência de DPOC se eleva de 19,7% em homens que nunca fumaram para 87,7% em fumantes de mais de dois maços de cigarro por dia. Isto significa dizer que os fumantes de mais de dois maços de cigarro/dia têm um risco 4,5 vezes maior de desenvolver DPOC do que os não-fumantes.

Os fumantes de cachimbo e charuto, por não inalarem a fumaça tão freqüentemente quanto os fumantes de cigarros, apresentam uma menor incidência de DPOC.

No entanto, continuam apresentando uma incidência maior da doença do que os não-fumantes. Outro fator que merece ser levado em consideração no desenvolvimento da DPOC é a poluição atmosférica, especialmente o dióxido de enxôfre e as partículas suspensas de combustíveis.

Embora não seja responsável diretamente pelo desenvolvimento da DPOC, o aumento da poluição aumenta a incidência desta doença em indivíduos fumantes.Indivíduos que trabalham em locais onde há fumaça constante ou partículas de substâncias químicas em suspensão também parecem ter maior risco de desenvolver DPOC.

Vimos que o tabagismo é um importante fator etiológico para o desenvolvimento da DPOC. No entanto, o que irá determinar se o indivíduo apresentará bronquite crônica ou enfisema será uma predisposição genética do mesmo.

Assim, um tabagista importante poderá desenvolver bronquite crônica ou enfisema, dependendo de suas características genéticas, podendo haver, muitas vezes, o aparecimento concomitante das duas patologias.

Sintomas

A bronquite caracteriza-se por tosse, expectoração e dor no meio do peito e garganta; isto pelo comprometimento da traquéia e laringe. Aparecem, também, quadros infecciosos: mal-estar, febre, falta de apetite, dores de cabeça.

Em muitos casos, a tosse vem acompanhada de respiração ruidosa. Os sintomas duram geralmente alguns dias e, nos casos simples, a doença evolui progressivamente para a cura total.

Em certos casos, poderão ocorrer complicações, como a extensão da afecção aos bronquíolos, pneumunia e colapso pulmonar (obstrução dos brônquios).


Prevenção e Tratamento

A principal forma de prevenção é manter as boas condições de resistência orgânica. O tratamento consiste em alimentação rica, repouso, umidificação do ar, uso de analgésicos, antitérmicos, sedativos da tosse e expectorantes, antiinflamatórios e, em alguns casos, antibióticos.

A bronquite, em geral não é fatal; mesmo em casos acompanhados de complicações, elas podem ser superadas, desde que o paciente apresente boas condições de resistência orgânica.

Prevenção

Na bronquite crônica, é importante a vacinação anual contra o vírus causador da gripe, uma vez que esta pode piorar a doença. Com este mesmo objetivo, é indicado também o uso da vacina contra o pneumococo, que é a principal bactéria causadora de infecções respiratórias, entre elas a pneumonia, e é claro, a própria bronquite crônica.

A vacinação deve ser feita uma única vez e, em casos específicos, pode ser repetida depois de cinco anos.

Tabaco

Uma das principais medidas preventivas a serem tomadas é não fumar. O médico pode oferecer ao seu paciente auxílio neste sentido, podendo indicar medicações auxiliares. A reposição de nicotina por gomas, adesivos ou outros recursos podem ser utilizados.

Também pode ser indicado o uso de bupropiona, um medicamento que tem o efeito de diminuir os sintomas de abstinência ao fumo.

Medicamentos

Dra. Ana Maria explica que os medicamentos para o tratamento da asma são divididos em dois grupos: os utilizados para o controle da doença, mantendo o paciente assintomático, e os de alívio, utilizados para melhora rápida dos sintomas agudos e das crises. A medicação de controle mais eficaz tem ação antiinflamatória.

O conhecimento inadequado sobre asma, alerta a médica, está associado às altas taxas de morbidade e mortalidade.

De uma maneira geral, a asma é ainda subdiagnosticada e subtratada em muitas partes do mundo e em outras partes existe um tratamento exagerado da asma leve. Portanto, duas estratégias são necessárias: a educação profissional e os programas educacionais para pacientes, suas famílias e outras pessoas envolvidas no cuidado do asmático, lembra a especialista.

Alguns pontos importantes devem ser abordados. “Não há cura para asma, mas há um excelente tratamento que pode permitir a quase todos os asmáticos uma vida dentro da normalidade.

A asma é raramente fatal, mas nos casos em que ela é, quase sempre há um tratamento inadequado ou uma falha em seguir os tratamentos e conselhos médicos. Morrem muito mais pacientes por não receberem tratamento adequado, do que o contrário.

Em doses, tempo e vias convencionais, estas drogas não são lesivas para o paciente”, destaca.

A adesão ao tratamento é essencial. As maiores causas do controle inadequado da asma e as conseqüentes complicações acontecem devido às falhas ao tomar a medicação prevista e ao utilizar adequadamente os dispositivos de inalação.

Como a asma é a principal causa de morbidade por doença crônica na infância, é importante que os governos estejam conscientes de sua importância. “Maiores recursos são necessários para a introdução de programas efetivos de controle da asma, além disso, é preciso uma atenção particular que deve ser dada às minorias étnicas, que geralmente sofrem mais com doença do que grupos sociais mais fluentes”.

Dra. Ana Maria frisa que se deve assegurar que qualquer médico que trate asma tenha habilidade para transmitir informações adequadas aos pacientes dos familiares e outros profissionais envolvidos no combate à doença.

Por outro lado, programas educacionais devem ser desenvolvidos para ensinar técnicas de inalação e também para enfocar a necessidade do reconhecimento e tratamento precoce da asma.

Conselhos úteis

Uma vez que a maioria dos casos de asma é alérgica, principalmente na infância, algumas medidas devem ser tomadas. Segundo a médica, são cuidados fundamentais que podem influir na qualidade de vida do asmático, como por exemplo:

Morar de preferência em lugares secos, quentes, longe de indústrias que soltem poeiras ou fumaças.

Evitar locais úmidos com poeiras ou mofos (bolores) tais como, porões, adegas, bibliotecas, sótãos, etc.

Não fumar e não ficar em ambientes onde haja fumantes.

Procurar viver ao ar livre, praticar esportes (principalmente natação).

Evitar contatos com animais: aves, cães, gatos, cavalos.

No caso de ter que lidar com poeiras, bolores ou cheiros irritantes (cera, inseticida): usar máscara “tipo pintor” ou improvisar uma com pano úmido (lenço).

Evitar medicamentos que contenham ácido acetil salicílico (A.A S.) ou seus derivados.

Alguns pacientes devem evitar a ingestão de alimentos ou bebidas que contenham: corantes amarelos, alaranjados e vermelhos (tartrazina) e conservantes (sulfitos, benzoato de sódio).

Se você tiver asma, tenha sempre em mãos um broncodilatador em spray.

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