Treinar Os Sentidos e o Cérebro
É agora a vez de descobrir como é possível apurar os diferentes sentidos, de modo a aumentar a precisão da memória e a sua rapidez de espírito.
A acuidade dos sentidos – ou seja, o seu poder de observação – desempenha, com efeito, um papel determinante sobre as suas aptidões cerebrais.
A linguagem popular reflecte bem esta realidade. No século XVII, para designar um indivíduo que olhava bem pelos seus interesses, dizia-se que ele tinha “um bom pé, um bom olho”.
E não se diz, na linguagem corrente, “ter faro” para os negócios ou ainda “ver claro” um assunto?
Olho vivo, espírito vivo
Nas tropas americanas, recruta-se mais facilmente os amadores de jogos de vídeo. A boa percepção visual e a rapidez de reflexos fazem deles uns recrutas excelentes.
A prática dos jogos vídeo é, sem dúvida, uma das melhores maneiras de desenvolver a sincronização olho/braço.
Um estudo recente demonstrou uma vez mais que existe uma relação estreita entre a rapidez da percepção visual e o rendimento intelectual.
Aquando deste estudo, mediu-se a rapidez de percepção de diferentes estudantes. Submeteram, em seguida, esses estudantes a testes de avaliação da capacidade intelectual.
Os resultados obtidos demonstraram então existir uma relação estreita entre o olho e o cérebro. Os indivíduos que tinham uma boa percepção visual demonstraram um melhor coeficiente intelectual nos testes.
Desenvolva a inteligência do seu filho fazendo-lhe massagens
Sabia que uma mãe que faz massagens ao seu bebé regularmente, cuida também do desenvolvimento da sua inteligência?
É seguramente o que concluiram diversos investigadores, entre os quais os americanos Klaus e Kennel, que estudaram o efeito da massagem nos bebés prematuros e o seu impacto sobre o comportamento da mãe.
Nesses estudos, algumas mães massajavam o seu bebé prematuro com regularidade, enquanto que outras o não faziam.
Os resultados foram unânimes. As mães que faziam massagens ao seu pequenino estabeleciam com ele uma grande cumplicidade. Tornavam-se mais autoconfiantes e sanam melhor como tratar do seu bebé.
Depois deste comportamento maternal, as crianças que tinham sido massajadas apresentaram, quando atingiam a idade de três anos e meio, um QI de 99. As que não tinham tido essa oportunidade tinham um QI de 85.
Graças às sensações tácteis que a massagem provoca, todo o sistema nervoso do bebé é activado. O cérebro torna-se numa verdadeira colmeia de percepções. Sinais neurológicos múltiplos partem em todas as direcções. Despertam, estimulam e apuram as funções perceptivas.
Através dessa experiência, o bebé aprende a aperceber-se do seu corpo. Desenvolve a sensibilidade do mesmo.
Uma percepção clara do seu próprio corpo constitui, com efeito, uma etapa fundamental da aprendizagem. É graças a ela que o cérebro é capaz de comandar e agir de um modo eficaz através de gestos e de movimentos.
O poder dos sons sobre o cérebro
As investigações do célebre A. Tomatis estabeleceram uma ligação estreita entre o som e o desenvolvimento cerebral. A percepção de um som provoca uma série de vibrações subtis. Estas repercutem-se em todo o corpo, inclusive no cérebro.
Tais observações levaram os investigadores a interessarem-se mais de perto pelo que as crianças se apercebiam quando ainda se encontravam no seio materno. As suas conclusões poderão espantar certas pessoas mas agradarão a outras.
Situa-se aqui o limite entre a ciência e a ficção. Comecemos, para já, pelo aperitivo.
Os fetos têm melhor ouvido do que se pensa
Um dia, uma mãe ouviu a sua filha de dois anos e que estava a brincar a cantar “breathe in, breathe out, breathe in, breathe out” (inspirar, expirar…).
Essas palavras faziam parte dos exercícios Lamaze de preparação para o parto que a mãe executava durante a semana que precedeu o parto.
E ela nunca mais as repetira depois do nascimento…
Durante uma grande parte da sua gravidez, uma outra mulher tinha o hábito de fazer os exercícios Lamaze enquanto via a série M*A*S*H. Bastava-lhe ouvir o genérico musical para entrar num estado de relaxamento.
O mais surpreendente foi que, dois anos após o nascimento, se notava no bebé uma espécie de agitação cada vez que ouvia o genérico musical dessa célebre série.
Assim sendo, tome atenção ao que diz ou à música que ouve quando estiver grávida. Tudo isso não irá cair … em orelhas moucas.
Outros investigadores, tais como o psiquiatra de Toronto T.R. Verny, estão então convencidos de como é importante falar com o feto ou de lhe cantar canções.
Os pais criam, desta forma, um ambiente intra-uterino que reduzo nível de ansiedade da criança e evita que ela se torne demasiado agitada, ou mesmo, por vezes, de desenvolver uma úlcera!
Tudo isto irá proporcionar um parto mais fácil, tanto para a mãe como para a criança.
Mas outros investigadores vão ainda mais longe, afirmando que se pode começar a desenvolver a inteligência mesmo antes do nascimento.
Estimular o cérebro antes do nascimento?
Eis aqui um osso duro de roer. Muitas pessoas terão muita dificuldade em “engolir” esta teoria!
Alguns estudos demonstraram que muitos neurónios do cérebro mamaliano (um dos nossos três cérebros, sendo os outros o cérebro reptiliano e o neocórtex) morrem antes da nascença.
Os cientistas falam mesmo de “protocérebro” para designar o cérebro prénatal.
Para download completo
http://www.clube-positivo.com/biblioteca/livros.htm